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sábado, 28 de fevereiro de 2015

E O VENTO LEVOU

 E o Vento Levou — Margaret Mitchell



… E o Vento Levou (Gone with the Wind), romance da escritora norte-americana Margaret Mitchell, narra a saga de Scarlett O’Hara, uma mulher rebelde, forte e decidida que sobrevive à Guerra Civil Americana e luta para proteger sua família, reconstruir sua terra “Tara”, sua paixão obsessiva  por Ashely e a relação de ódio e amor com o charmoso, cínico e irresistivel Rhett Butler.

Lançado em 30 de junho de 1936, a obra tornou-se rapidamente um best seller e, em outubro deste mesmo ano, já havia vendido um milhão de exemplars. Laureado com o prêmio Pulitzer em 1937,  foi traduzido para 51 línguas e, ao longo dos anos, tornou-se um dos livros mais populares dos Estados Unidos.  Em 2005, o romance foi incluído na lista da conceituada revista Time como um dos 100 maiores livros de todos os tempos.

Em dezembro de 1939, é lançado o longa metragem homônimo Gone with the Wind, que se tornou sucesso absoluto e passou  para a história como um dos grandes clássicos da sétima arte.

A obra ...E o Vento Levou, é ambientada na segunda metade do século XIX, época da Guerra Civil norte-americana, que narra as situações vividas pelos sulistas durante este período histórico.

O fato é que o sul e o norte dos Estados Unidos tinham interesses diferentes: enquanto o primeiro era escravocrata, tinha sua economia baseada em imensas plantações de algodão e não via necessidade de cobrar tarifas protetoras, uma vez que não tinha fábricas e apenas exportava seus produtos para outros países; o segundo era bem desenvolvido, possuía fábricas e tecnologia avançadas, tinha serviço assalariado e via necessidade de cobrar tarifas protecionistas para melhor estabilidade do país.

A existência do trabalho escravo, era uma das principais questões entre norte e sul, já que o norte achava errado, e anticristão, manter um homem como escravo e o sul considerava que os negros eram inferiores e era dever dos brancos guiá-los na vida, pois,  sem eles  o negro não teria capacidade de sobreviver sozinho.

Por outro lado, o senado americano, que antes tinha o mesmo número de senadores para ambos os lados, viu o norte favorecido com a entrada de novos estados na União, e, com a vitória nas eleições do presidente Abrahan Lincoln, que defendia os direitos do norte, o desejo de Secessão dos estados do sul tornou-se evidente.

Os estados do sul declararam que estavam divididos definitivamente do resto do país, a União norte-americana resolveu, então, lutar para reaver aquelas terras, e, assim, em 1861, inicia-se a Guerra de Secessão.

A guerra foi devastadora, o sul, sem máquinas, ficou devastado e, ao final da guerra, não havia sulistas que ainda conseguissem manter suas plantações pagando os impostos, sem escravos e com tarifas, o sul estava acabado. O sul conseguiu reconstruir-se através da venda de suas mercadorias e a criação de fábricas, mas um grande sentimento de revolta perduraria muitas décadas.

A história de …E o Vento Levou começa em abril desse mesmo ano, dois dias antes dos homens serem convocados à guerra, na fazenda chamada "Tara",  propriedade de um rico fazendeiro irlandês Gerald O’Hara.

Scarlett O'Hara, a mais velha das três filhas dos O’Hara, tem 16 anos, bela, mimada, voluntariosa, manipuladora e de uma sedução irresistível, vive com a família numa grande plantação sulista de algodão do norte da Georgia, chamada Tara e, apesar de ter muitos admiradores, nutre uma paixão platônica por Ashley Wilkes — um cavaleiro sulista, honrado, belo, aristocrata e filho mais velho de um plantador vizinho — que é noivo de sua prima Melanie Hamilton, de Atlanta.

Scarlett fica atordoada quando seu pai lhe confirma que o casamento de Ashley vai ser anunciado durante a festa a ser realizada na mansão dos Wilkes — Twelve Oaks —  no dia seguinte. Gerald está seguro que sua filha não seria feliz com Ashley e mesmo sabendo que Scarlett acha a vida em Tara monótona,  diz que ela pode ter qualquer homem que queira, mas somente a terra é um bem que dura, portanto, Tara é uma herança inestimável. É a única coisa pela qual vale a pena viver pela força que exerce na vida de quem a lavrou e dela colheu as plantações — palavras que Scarlett jamais esquecerá.

Mais tarde Scarlett ouve os cavalheiros discutindo acaloradamente sobre a guerra eminente que acontecerá entre o norte e o sul, acreditando que derrotarão facilmente os ianques. Entretanto, Rhett Buttler, um aventureiro que tem o hábito de ser franco, não concorda com estas declarações movidas mais pelo orgulho do que pela lógica.
 
Scarlett nota a presença de Rhett Buttler —  um homem forte, presunçoso, charmoso  e perspicaz  de Charleston, porém com fama de má reputação — e trata de investigar quem é esse cavalheiro misterioso, mas o que ela não sabe é que Rhett fará parte de  sua vida, do mesmo modo que as famílias sulistas, a guerra, a luta pela sobrevivência e Tara.

Durante a festa, Scarlett  procura Ashley, declarando-se a ele. Ashley diz que ama Melanie, entretanto admite que ama Scarlett como a uma irmã.  Ela fica irritada, esbofeteando-o. Ashley deixa a biblioteca. Ela lança um vaso contra a lareira e descobre que atrás de um sofá estava Rhett e quando Scarlett lhe diz que não é um cavalheiro, Rhett retruca dizendo que ela não é uma dama.

Rhett sente-se atraído por aquela bela e voluntariosa mulher e  a trata de igual para igual, sem hipocrisia e cerimônias e,  assim,  promete guardar segredo, A partir desse momento, surge uma amizade peculiar entre ambos, ainda que firmada na extorsão.

Menosprezada por Ashley, ironizada por Buttler e falada pelas moças que estão na festa, intempestivamente Scarlett decide, na esperança de atingir o amado e provocar-lhe ciúmes, seduzir Charles Hamilton, irmão de Melanie e suposto pretendente de India Wilkes, irmã de Ashley, aceitando casar-se com ele.

Logo depois, a Guerra começa e os homens são chamados para o combate.  Melanie e Ashley casam-se no meio do tumultuado momento e o casamento de Scarlett e Charles Hamilton realiza-se minutos antes do jovem partir para a guerra, morrendo de sarampo dois meses depois. Scarlett fica viúva, grávida e sem jamais derramar uma lágrima por Charles, dá à luz a seu primeiro filho — Wade Hampton Hamilton.

Entediada em Tara, ela consegue convencer a mãe a deixá-la partir para Atlanta, para ajudar a cunhada Melanie e sua tia Sarah Jane Hamilton ou Pittypat, porém, as intenções de Scarlett  é ficar perto de Ashley, quando ele regressar da Guerra. Recupera sua alegria  e acaba por trabalhar como voluntária no hospital e dos círculos de costura para o Exército Confederado.

Enquanto isso, Rhett Butler, muito embora acredite que a guerra é uma causa perdida,  tornou-se um contrabandista que usa uma pequena frota de navios para furar o bloqueio naval a que foram submetidos os Estados Confederados pela Marinha dos Estados Unidos.

Através de seus esforços, os rebeldes sulistas puderam estocar bens de que necessitavam para sobreviver — o que fez Rhett ganhar a simpatia da sociedade que antes o desprezava, embora na realidade ele só tenha feito isso para enriquecer com o contrabando.

Durante uma festa beneficente para arrecadar fundos para a Confederação, Scarlett reencontra Rhett que oferece uma grande quantia em dinheiro para dançar com ela e, enquanto dançam, Rhett lhe diz que vai esperar o dia em que ela lhe dirá as mesmas palavras ditas a Ashley na biblioteca, ao que ela lhe responde: "Aquelas palavras, o Sr. jamais ouvirá de mim, ao longo de toda sua vida", mas o que ela não sabe é  que Rhett faz parte de  sua vida, do mesmo modo que as famílias sulistas, a guerra, a luta pela sobrevivência e Tara.

A cada encontro os dois vivem numa constante disputa,  nenhum tem clareza dos sentimentos que os atraem, ora se amam, ora se odeiam, ora se magoam, enfim, começa aqui o jogo de ódio e amor que os acompanhará  por toda a vida. O fato é que a obsessão de Scarlett pelo amor de Ashley  mantém –a  distante e,  talvez,  seja essa distância que faz com que Rhett se apaixone.

A guerra continua e quando Ashley chega à Atlanta para passar o Natal, esse reencontro reacende a paixão em Scarlett e, uma vez mais, ele  não corresponde às expectativas dela, contudo,  antes de partir, faz Scarlett prometer que cuidará de sua frágil esposa.

A guerra chega a Atlanta, destruindo a cidade  e provocando um grande êxodo. Tia Pittypat consegue fugir para o campo, mas Scarlett, Melanie e Prissy — uma jovem criada negra — são obrigadas a ficar já que Melanie está em trabalho de parto e dá à luz a um menino chamado Beauregard.

Scarlett só quer voltar para Tara, para o recanto da família e, assim, recorre a Rhett para conduzi-las  para fora de Atlanta, mas no meio do caminho, este decide lutar na guerra, ao lado dos confederados, mas antes de partir toma Scarlett nos braços e rouba-lhe um beijo, deixando-a sozinha com Melanie, Prissy e o bebê no meio da estrada.

Scarlett grita, chora, amaldiçoa Rhett por deixá-la ali, perdida no meio do caminho. Enfrentando chuva, frio e os saqueadores das estradas, Scarlett só tem um objetivo, chegar a Tara. Quando finalmente chega à fazenda, Tara está em ruínas, totalmente destruída pela guerra, como se tivesse passado uma tempestade, um furacão que levou com o vento  (como diz o título metafórico)  seus sonhos, sua família… Sua mãe está morta, seu pai louco e suas duas irmãs convalescendo de uma febre tifoide.

Não há frutos no pomar, não há suprimentos na dispensa, não há alimentos plantados nos campos, animais nos pastos e escravos para servir, ela encontra apenas a miséria da guerra, a fome e a dor da perda.

Faminta, ela sai durante a noite, procurando por algum alimento que tenha restado nas plantações da fazenda e encontra um único pé de cenoura. Arranca-a da terra e a come. Chora sobre a terra, depois se levanta e é neste momento que uma nova Scarlett nasce, com o braço erguido, ela jura que jamais ela e sua família voltará a passar fome, que reerguerá Tara, que sobreviverá a todas as diversidades, que tirará daquela terra não só o sustento, como a força que a manterá viva.

A nova Scarlett O’Hara torna-se uma pessoa endurecida, ambiciosa, prática, egoísta,  mas que preza acima de tudo sua família e sua amada Tara e está decidida a lutar e a reconstruí-la — e,  como a mais velha sobrevivente dos O’Hara,  torna-se a  “a chefe da casa”.

A guerra chega ao fim. Voltam os seus sobreviventes, entre eles Ashley. Melanie que também perdeu suas terras, convence Ashley a ficar ao lado de Scarlett e ajudá-la a reerguer a fazenda. Uma vez mais Scarlett declara seu amor e Ashley a rechaça.

A vida na fazenda lentamente começa a se recuperar, muito embora exista a ameaça sempre presente dos ianques roubarem ou queimarem o pouco que se conseguia e,  quando surge uma nova ameaça na forma de impostos exorbitantes sobre a propriedade, Scarlett vai a Atlanta e tenta seduzir Rhett, mas este quando descobre suas verdadeiras intenções, recusa-se a ajudá-la.

Desesperada e visando obter dinheiro para pagar os impostos, rouba o noivo da irmã, Frank Kennedy —  agora já um próspero comerciante —  e se casa com ele, resolvendo os problemas financeiros de Tara e juntos tem uma menina, Ella Lorena.

Apesar de Frank não compreender os temores de Scarlett e sua luta desesperada pela sobrevivência após a Guerra,  abre uma serraria para ela, onde passa a explorar a mão de obra barata do local, tornando-se uma mulher importante. Rhett visita-a  e aproveita a oportunidade para criticá-la, dizendo-lhe que ela se casara por conveniência.

Scarlett consegue convencer o marido a abrir uma serraria, onde passa a explorar os miseráveis da guerra. Torna-se uma mulher importante e odiada por todos. Para ela trabalham Ashley e o marido. Numa noite, ao voltar para casa, Scarlett é assaltada por dois homens, sendo salva por um antigo escravo do seu pai. Ao reportar os acontecimentos, Frank, Ashley e alguns homens decidem vingar a honra de sua esposa, Frank morre com um tiro e Ashley sai ferido.

Scarlett fica viúva pela segunda vez e sentindo-se culpada pela morte de Frank, entra em depressão. Rhett vai visitá-la e lhe propõe casamento.  Scarlett o beija e aceita o pedido de casamento, avisando-o que não o ama. Os dois casam-se e passam a lua de mel em Nova Orleans.

Quando retornam à Tara, para satisfazê-la, Rhett promete reconstruir a plantação de algodão, nos moldes anteriores à guerra e compra uma suntuosa mansão para eles em Atlanta. O casal tem uma filha —  Eugenie Victoria — e como tem olhos azuis como Gerald O'Hara, Melanie lhe dá o apelido de "Bonnie Blue", em referência à Bandeira Azul da Confederação.

Após o parto, Scarlett se sente gorda e se preocupa com a eventual perda de sua beleza, então se  recusa a dormir com Rhett e a ter relações sexuais com ele para evitar uma outra gravidez. Bonnie é o único elo de ligação entre os dois e Rhett passa a se dedicar totalmente à filha.

Numa visita à serraria, Scarlett e Ashley relembram suas vidas, antes e depois da Guerra. Ashley abraça Scarlett em um tom fraternal, que é visto e mal interpretado por sua irmã India Wilkes que imediatamente conta a Rhett, despertando-lhe o ciúme e a descrença em um dia conquistar o coração de Scarlett.

A notícia se espalha e a paixão de Scarlett por Ashley torna-se pública que ao saber dos comentários, recusa-se a ir ao aniversário de Ashley, temendo pela reação de Melanie, mas Rhett obriga Scarlett a ir à festa e enfrentar a todos. Melanie recebe Scarlett como uma irmã, de braços abertos, escandalizando a todos com a sua atitude.

Ao voltar da festa, Rhett e Scarlett discutem, brigam, num ato de fúria, ele a beija, leva-a a força para o quarto. Na manhã seguinte Scarlett acorda feliz, depois daquela noite de amor, ela começa a ver o marido com outros olhos. Mas Rhett diz à mulher que está pensando no divórcio, que viajará para Londres com a filha Bonnie, quando voltar, será para consolidar o divórcio.

Em sua volta, Rhett toma conhecimento de uma nova gravidez de Scarlett que acaba abortando quando ela cai da escada durante uma discussão com ele. Scarlett fica muito mal e quando se recupera, ocorre mais uma tragédia: sua filha Bonnie que estava cavalgando, ao tentar saltar um obstáculo, cai, quebra o pescoço e vem a falecer.

O sentimento de culpa do casal leva-os a uma agressão mútua e quando Melanie adoece e no leito de morte, no último suspiro, pede a Scarlett que cuide de Ashley, Rhett, que estava próximo, vai embora, sem que Scarlett perceba.

Ashley desespera-se, chora a morte da esposa, afirmando  seu amor por ela.  Scarlett percebe que ele jamais teve olhos que não fossem para a mulher. Percebe que o seu amor por Ashley fora uma ilusão juvenil, consumida pelo tempo, que não o ama. Ashley está livre, e ela também, livre daquela ilusão.

Pela primeira vez, Scarlett percebe que o grande amor de sua vida foi Rhett, e quando está pronta a se declarar, Rhett cansado das constantes rejeições e manipulações sofridas,  lhe diz que agora ela está livre para se casar com Ashley e, assim, decide voltar para Charlestone, sua terra natal.

Scarlett tenta ainda persuadi-lo a ficar ou levá-la junto, porém Rhett já não se importa e irredutível, parte, deixando Scarlett sozinha. Diante da solidão crescente e recusando-se aceitar sua derrota, ela não pode recuperar o que o tempo e o vento levaram, ela não pode olhar para trás por que ela mesma propô-se a pensar no assunto no dia seguinte — amanhã.

Entretanto, as palavras dos homens que mais amou vêm em sua mente:  seu pai explicando-lhe de que a terra era a única coisa  pela qual valia a pena viver; Ashley afirmando que Tara é a única coisa que ela ama e que nunca deixaria para trás; e  Rhett dizendo que é da terra vermelha de Tara que ela tira sua força;  o que faz com que Scarlett perceba que ela poderá voltar sempre a Tara para se reabestecer e com a certeza que ali se reerguerá e poderá planejar uma forma de reconquistar Rhett: ...Tara! ... Lar. Irei para o meu lar e pensarei numa forma de tê-lo de volta! Afinal, amanhã é um novo dia!"


TIRADO COMENTÁRIOS DE http://livrospralerereler.blogspot.com.br/2012/12/e-o-vento-levou-margaret-mitchell.html




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